POEMA - "Vida Madrasta"


Sombras que me acompanha nessa vida madrasta
Vil espectro que meus sonhos assombram
Terrível solidão que meu peito apavora
Quão triste é tal dor, quão amargo o sofrer
Saudade infindável minha mente desola.

Pesar mortificante que domina meus dias
Que faz do sol uma fonte incessante de amargura
Faz de minha vida minha desgraça, minha desventura
Que estará ao meu lado como eterna companheira
Essa solidão constante que exilou minha esperança.

Grande maçada viver assim só
Por isso desejo outra vida encontrar
Sem saudade nenhuma dessa vida madrasta
Partir só levando comigo a lembrança
Do amor que perdi, mas que em mim ainda vive.

CLAY REGAZZONI

(direitos reservados ao autor)

SONETO XLIII - COMO TE AMO? - TRADUÇÃO DE MANUEL BANDEIRA


Sonnets from the Portuguese, Sonnet XLIII  - How Do I Love Thee?
ELIZABETH BARRETT BROWNING

Amo-te quanto em largo, alto e profundo
Minh’alma alcança quando, transportada,
Sente, alongando os olhos deste mundo,
Os fins do Ser, a Graça entressonhada.

Amo-te em cada dia, hora e segundo:
À luz do Sol, na noite sossegada.
E é tão pura a paixão de que me inundo
Quanto o pudor dos que não pedem nada.

Amo-te com o doer das velhas penas;
Com sorrisos, com lágrimas de prece,
E a fé da minha infância, ingênua e forte.

Amo-te até nas coisas mais pequenas.
Por toda a vida. E, assim Deus o quiser,
Ainda mais te amarei depois da morte.

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